Posts com tag " sustentabilidade"
25 abr 2012 { 17:30 }

Além mar. Mais um ponto para a criatividade.

“Pensar fora da caixa”. Esta frase realmente faz acontecer. Já pensou se uma caixa pudesse servir de abrigo, escritório, casa ou virar uma obra de arte? Pois é tudo isso e um pouco mais que o grupo APHIDoIDEA fez quando conseguiu pensar fora da caixa, ou melhor, usou “uma caixa” para solucionar diversos problemas de forma pouco convencional.

Dentro do conceito básico de um contêiner, a ideia se expande para um complexo de 65 contêineres montados como um edifício. Através da inclusão de estratégias de sustentabilidade para educar seus visitantes e usuários sobre as melhores práticas na construção, este projeto inclui ainda um jardim botânico com telhado verde e fontes de energia reutilizáveis.

O uso de elementos como o material e sua mobilidade, fez do contêiner o escolhido ideal para este projeto que, na verdade, foi um dos finalistas do concurso Emerging Talent Design, em Los Angeles. O concurso é uma tendência pelo uso e reaproveitamento de recipientes de transporte para outros fins dentro de projetos de construção. Existem inúmeros projetos ao redor do mundo que através de obras recriam maravilhas sustentáveis da arquitetura.

Em East Bay, na Califórnia, existe uma casa intitulada de Boucher Grygier Shipping Container Casa, projetada e construída com a utilização de 3 contêineres. Ela consegue manter os 1.350m2 isolados do frio no inverno e promove o resfriamento dos ambientes no verão com revestimentos de bambu.

Em Amsterdã, na Holanda, o Projeto Keetwonen reúne 1.000 quartos de estudantes, com aquecimento central, além de banda larga e central telefônica em cada uma das unidades. Além disso, os estudantes contam com um banheiro, quarto, cozinha e varanda para sua total comodidade.

E Londres não fica atrás. Por lá, tem o Container City formado por um complexo que abriga em um mesmo espaço um centro esportivo, berçário, lojas, escritórios e espaço de convivência. O sistema foi inaugurado em 2001, porém devido ao sucesso, em 2002 surgiu a versão Container City II. Há também projetos em obras para as próximas versões destes espaços, que chegam a 4 andares e possuem mais de 80% de materiais reciclados em sua construção.

O uso de containers como tecnologia na construção encontra inúmeras vantagens. È uma prática altamente sustentável. Existem muito containers parados e inutilizados em diversos portos ao redor do planeta. O impacto no meio ambiente é menor do que o causado pelas casas tradicionais. A utilização do aço diminui a necessidade de uso de outros materiais normalmente utilizados nas construções e que costumam encontrar diversos componentes que produzem resíduos durante a obra. A construção também é mais rápida com menos dias de trabalho e menos agressão ambiental de máquinas no local.

Além disso, o material do container é durável e resistente, inclusive a cupins, fogo, mofo e ainda são impermeáveis. Também suportam cargas mais pesadas e são geralmente menos dispendiosos do que outros materiais. Há outros benefícios como a flexibilidade para trabalhar a arquitetura de design e geram cerca de 30% de economia sobre os componentes estruturais tradicionais.

No Brasil

Por aqui, o projeto mais parecido é o do arquiteto Danilo Corbas, em São Paulo. O cara também acredita nesta ideia econômica e sustentável. Quem sabe, não é o nosso primeiro passo, hein?!

Veja a matéria sobre o assunto (Jornal da Band)

Crédito das imagens: Grygier, TempoHousing e Container City

29 ago 2011 { 10:28 }

‘Limpa Brasil’ para mudar o mundo

É com prazer que faço minha estreia no Gente de Conteúdo falando sobre um tema sempre atual e pertinente – consertar o mundo. O primeiro pensamento que toma qualquer um de nós ao lermos a frase “consertar o mundo” é: algo que está além de nossas forças.

Achamos que está fora do alcance de nossas forças pequeninas fazer algo grandioso que possa receber o título de “ação que conserta o mundo”. Pois bem, nos dois últimos finais de semana, Goiânia sediou dois eventos que provaram exatamente o contrário. TEDxGoiânia foi o primeiro. O encontro reuniu uma plateia lotada e 31 palestrantes, com temas diferentes, mostrando com depoimentos baseados em fatos reais que, fazer a diferença no mundo, não depende de nossa realidade profissional ou pessoal.

E neste último domingo, 29/08, foi o encerramento do Limpa Brasil – Goiânia, movimento que conseguiu em 3 dias remover aproximadamente 160 toneladas de lixo da capital goiana.

Limpa Brasil surgiu a partir do movimento Let’s do it World!, criado em 2008, na Estônia. A iniciativa para limpar o país resultou na retirada de 600 toneladas de lixo em apenas 5 horas. Quase 50 mil voluntários se envolveram e a ação se repetiu em quase 20 países, entre eles: Portugal, Índia, Itália, Finlândia, Ucrânia e, este ano, no Brasil.

Limpa Goiânia – ‘Do meu lixo cuido eu’

Em Goiânia, cerca de 100 mil educadores, 14 mil servidores e 200 mil pessoas estiveram empenhados para que o projeto tivesse êxito. A conscientização foi realizada nas escolas municipais, chamando a atenção para a importância da reciclagem e da coleta seletiva. Universitários de várias instituições também marcaram presença percorrendo prédios e condomínios nos arredores do Parque Vaca Brava.

Para fechar com chave de ouro, o Limpa Brasil trouxe ao palco os artistas Toni Garrido, Flávio Venturini, Marcelo Barra, e a dupla sertaneja Erich e Bruno. Músicas conhecidas pela multidão agitaram famílias e jovens no Parque Flamboyant, em Goiânia. Durante o espetáculo, se alguém jogasse lixo no chão, o show seria paralizado. A proposta foi seguida e apenas um lembrete foi dado pelo cantor Toni Garrido em um dos intervalos entre as músicas.

A realidade continua

Inúmeras enchentes acontecem todo ano no Brasil, devido a entulhos em esgotos abertos e bueiros. Só em janeiro deste ano, mais de 70 mil pessoas ficaram desabrigadas pelas enchentes. O número de pessoas equivale ao estádio do Maracanã lotado.

A responsabilidade de um futuro melhor para todos começa por manter nosso próprio ambiente limpo. Evitar mortes e pessoas desabrigadas também é responsabilidade de todos.

A cada fim de semana, jovens e adultos descartam garrafas de cerveja, latas de refrigerante, etc. Todos os dias, milhares de pessoas jogam o papel da balinha aqui e o saquinho de picolé acolá. Cada atitude pequena molda um hábito que perdurará por muito tempo.

Durante as entrevistas, os artistas que participaram do projeto ressaltaram a responsabilidade de cada pessoa para um mundo mais limpo. “Jogar o lixo no lixo e fazer coleta seletiva não vai trazer a sensação de fazer um gol, ou de curtir um show com a música que gostamos. Mas resultará num mundo mais limpo para a geração que vem aí depois de nós”, expressou Toni Garrido.

Iniciativas como o Limpa Brasil reacendem a chama de querer mudar o mundo. Então, faça parte da mudança!

19 jul 2011 { 12:45 }

WWF: O mundo é onde vivemos. Estamos todos conectados!

Não é de hoje que as campanhas em vídeo da WWF emocionam pessoas.

“The World is Where We Live” (O mundo é onde vivemos) traz uma reflexão sobre as semelhanças entre animais e seres humanos.

Sem entrar em questionamentos sobre a biodiversidade, quero destacar a interessante proposta deste vídeo: a conexão entre as espécies e a proteção dessa diversidade.

The world is where we live

Enquanto vivemos, não custa repensar diariamente nossa responsabilidade para com o planeta, tornando-o um lugar melhor para todos. Mais que isso: vamos agir!

11 out 2010 { 12:17 }

O dia em que você descobrir que é rico

Não, você não ganhou na loteria. A não ser que você seja dono de um frigorífico, tenha 66 anos e more em São José do Herval, no Vale do Taquari – Rio Grande do Sul.

Mas você também é rico. E quanto mais usa sua ‘riqueza’ sem um propósito sensato, mais destroi o planeta e a si mesmo. Vou explicar…

Sem apelar para o discurso do caos, é notável que o planeta está em crise. Não é preciso pensar muito para perceber que algo está errado. Efeito estufa, terremotos, chuva ácida, aquecimento global, revolta da natureza, consumo desequilibrado, ar poluído, crise da água… A lista é grande!

Certa vez, alguém disse que “o fato de você não poder fazer tudo não quer dizer que você não pode fazer alguma coisa”.

Mas a maioria está esperando que alguém faça alguma coisa. Outros deixam a situação à mercê da sorte, confiando que “o acaso” resolverá… Também temos iniciativas como o One Day on Earth, SWU Music + Arts Festival 2010 (que termina hoje) e o End Poverty 2015, projeto organizado pela ONU, que estabelece 8 desafios globais para o fim da pobreza até 2015. A lista de iniciativas também é grande!

Entendo: problemas globais exigem soluções globais. Mas o que falar das “pequenas soluções” encontradas dentro da nossa casa?

Alguns dias atrás, faltou água em mais de 160 bairros de Goiânia. Nos sete anos em que moro na cidade, nunca vi coisa igual. O calor trazido pela baixíssima umidade do ar e a falta de chuva contribuíram para que a Saneago racionasse a água. Foram 3 dias consecutivos.

No mesmo dia, fiquei refletindo sobre a palavra “benção”. Quando leio na Bíblia, em I Timóteo (primeira carta do apóstolo Paulo enviada a Timóteo), relembro que Deus abençoa pessoas. E faz isto por uma razão: para que possamos compartilhar com outros. Falando mais francamente? Ajuda é bem aceita em quase toda situação, cultura, credo, princípio, ideologia ou estilo de vida.

“Aos que têm riquezas neste mundo, que não sejam orgulhosos e que não ponham a sua esperança nessas riquezas, pois elas não dão segurança alguma. Que eles ponham a sua esperança em Deus, que nos dá todas as coisas em grande quantidade, para o nosso prazer! Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que têm. Desse modo, eles juntarão para si mesmos um tesouro que será uma base firme para o futuro. E assim conseguirão receber a vida, a verdadeira vida”.
(I Timóteo 6:17 a 19 – BLH)

Sempre pensei que essas palavras fossem para outras pessoas, ou seja, para os ricos (daquela ou desta época). A maioria tem dinheiro, propriedades, automóveis. Aliás, 10% da população mundial tem carros enquanto os outros 90% apenas ficam “olhando a roda girar”. E não importa qual o carro…

Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm água potável. Você e eu pegamos um copo, abrimos o filtro e temos água para matar a sede, cozinhar, provavelmente desperdiçar. Essas pessoas devem olhar para nós e pensar: “Uau, eles são ricos. Deve ser muito bom viver assim”.

O problema da água é apenas um entre vários. Muitos estão morrendo de fome neste exato momento e outros não terão o que comer hoje.

Talvez você olhe ao redor e pense: “isso não é pra mim porque conheço pessoas que têm muito mais”. Só que para o resto do mundo, você e eu somos a “última moda”. Eles dariam tudo para estar em nosso lugar, andando em nosso carro, morando em nossa casa, tendo nosso emprego, família e vida social. A boa notícia é: se ainda há dor na consciência, então há o que ser feito. O que parece pouco e ultrapassado para nós, é suficiente para o resto do mundo.

Não se iluda! Tudo o que você e eu possuímos é uma dádiva. O estudo, o emprego, a saúde, os bens materiais, a família… nada é mérito humano. Alguns até dão “um jeitinho” de “fazer por merecer”. Entretanto, tudo que temos, se é que temos mesmo, é porque Deus nos concedeu. Inclusive, o próprio fôlego que você acabou de gastar usar.

Fica uma pergunta: Por que Deus, com toda a Sua bondade, não ajuda o resto do mundo? Ora, Ele está ajudando. Toda vez que você reconhece o quanto é falível, Deus entra em ação. Afinal, Ele não vai fazer aquilo que podemos fazer com nossas forças. O Todo-Poderoso tem este título porque é eternamente especialista em fazer o que ninguém mais faz.

Crédito das imagens: Stuart Pilbrow, Daniel Mitsuo e Sherman Tan.

5 out 2010 { 20:35 }

Sorvete, inovação e sustentabilidade: uma ‘mistura natural’

Voltando do trabalho nesta terça-feira, aproveitei o clima quente da cidade para tomar um sorvete. Minha esposa ganhou um vale-desconto desses sites de compras coletivas (ainda penso em escrever sobre o crescimento desse mercado). Como ela fez questão de usá-lo, seguimos rumo ao endereço.

Foi assim que conheci a Misturalle. Aberta de terça a domingo, das 11h às 22h, oferece “sorvetes de qualidade artesanal, feitos com fruta pura”.

Logo na chegada, satisfação com o local de fácil acesso, clima descontraído, mobília de madeira rústica, algumas plantas e música ambiente. O tipo de local onde você junta os amigos pra “papear” numa terça-feira ociosa.

Patrícia Naves, proprietária e gerente da Misturalle, foi quem nos recebeu. Com um simpático (e sincero) sorriso, tratou de explicar o funcionamento da casa. Enquanto ela falava sobre as dezenas de combinações possíveis do cardápio, eu observei a delicadeza com que o negócio foi projetado. “Abrimos tem poucos dias”, revelou. Apesar do site ainda não estar totalmente ativo, adiantou que está “planejando mais investimentos em propaganda”.

Como se não bastasse, o design do cardápio e a comanda de serviço (ambos feitos com papel reciclável) também agradam. São poucas as sorveterias da cidade que se preocupam com a estética do material e a formatação dos preços. Também é possível marcar diretamente na comanda (como se fosse um gabarito) qual combinação de sabores pedir – entregando a comanda no balcão ou para um atendente que vem até a mesa. Simples e eficiente!

Precisa dizer o quanto o sorvete é bom? Acho que os sorvetes da Patrícia dão conta do recado. Valeu a visita, valeu o fim de tarde e salvou o bolso. Aliás, o preço fica irrelevante perto da proposta “naturalmente correta” da empresa. Três bolas de sorvete (mais de 50 sabores) com até 4 acompanhamentos (de calda de chocolate a biscoito Negresco) saem por R$ 11,00. E com o vale-desconto, cada pedido saiu por R$ 4,95.

Por fim, este post não está identificado como “patrocinado”. Isso porque ele não é mesmo. Ao trocar cartão de visita com a Patrícia, e elogiá-la pelo negócio, percebi que a experiência merecia ser compartilhada por aqui, livre e espontaneamente. Afinal, o mercado está cada vez mais competitivo. Inovação, atendimento e sustentabilidade já não são diferenciais – no mínimo, são princípios de sucesso.

Assim como a sorveteria da Patrícia, há outros negócios surgindo com a mesma consciência: é preciso falar menos e fazer mais. Seu negócio pratica isso?

Meu próximo sorvete já tem local e preço – e espero que tenha por muito tempo. Para mim e para os amigos que levarei…

;-)

26 set 2010 { 22:56 }

US$ 10 milhões do Google para mudar o mundo

O Google anunciou neste domingo (26) as cinco ideias vencedoras do Projeto 10^100, que convocou usuários do mundo todo a criarem soluções para os desafios globais.

Segundo o Google, milhares de pessoas de mais de 170 países enviaram mais de 150 mil ideias. Desse grupo, 16 ideias foram selecionadas para o público votar.

Na página dedicada ao projeto, estão disponíveis as ideias vencedoras e um vídeo resumindo o propósito de cada uma delas:

Ideia: disponibilizar materiais educativos gratuitamente na internet.

Projeto financiado: a Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos que oferece educação gratuita e de alta qualidade para todos, em qualquer lugar, por meio de uma biblioteca on-line com mais de 1.600 vídeos educativos. Para a Khan Academy, US$ 2 milhões para apoiar a criação de mais cursos e possibilitar que a Khan Academy traduza sua biblioteca principal para os idiomas mais falados do mundo.

Ideia: desenvolver o ensino de ciências e engenharia.

Projeto financiado: a FIRST é uma organização sem fins lucrativos que promove a educação em ciências e matemática pelo mundo todo por meio de competições de equipes. Sua missão é incentivar jovens a serem líderes nas áreas de ciência e tecnologia oferecendo a eles a experiência real de trabalharem com engenheiros e cientistas profissionais. Para a FIRST, US$ 3 milhões para desenvolver novos programas de arrecadação de fundos para equipes de estudantes de robótica e incentivar novos estudantes a participarem da FIRST.

Ideia: por um governo mais transparente.

Projeto financiado: a Public.Resource.Org é uma organização não governamental que visa disponibilizar o acesso on-line à documentos governamentais públicos nos Estados Unidos. US$ 2 milhões para a Public.Resource.Org para ajudar a disponibilizar materiais jurídicos dos Estados Unidos na internet e torná-los acessíveis a todos.

Ideia: promover a inovação no transporte público.

Projeto financiado: o Shweeb é um conceito de transporte pessoal urbano, para curta a média distância, utilizando veículos movidos pelo esforço humano em um monotrilho. US$ 1 milhão para financiar a pesquisa e o desenvolvimento dos testes da tecnologia do Shweeb em um contexto urbano.

Ideia: oferecer um ensino de qualidade para os estudantes da África.

Projeto financiado: o African Institute for Mathematical Sciences (AIMS) é um centro de educação e pesquisa em matemática e ciências na Cidade do Cabo, África do Sul. O foco principal do AIMS é um programa preparatório de um ano para recém-graduados que ajuda a desenvolver habilidades e conhecimentos antes do Mestrado ou Doutorado. US$ 2 milhões para financiar a inauguração de novos centros da AIMS para promover o estudo de ciência e matemática de nível superior na África.

16 set 2010 { 07:07 }

Um dia na Terra pelas ‘lentes’ do Vimeo

O Vimeo, rede social de vídeos com foco na produção profissional independente, está realizando o One Day on Earth (“um dia na Terra”), experimento cinematográfico que vai documentar um dia visto pelos olhos de diferentes pessoas ao redor do mundo.

Em julho, o YouTube fez a mesma coisa, através do Life in a Day. A experiência de documentar um único dia na Terra foi patrocinada pela LG, com Ridley Scott e Kevin MacDonald na produção e direção, respectivamente.

Agora, a experiência se repete. Ao que parece, deu certo e chamou a atenção da concorrência. One Day on Earth, do Vimeo, escolheu uma data mais supersticiosa cognitiva – 10/10/10.

No canal e site criados especificamente para a ação, o Vimeo convoca cineastas, estudantes e cidadãos inspirados para gravar as 24 horas do dia 10. Ao participarem deste evento histórico, irão ajudar a capturar a diversidade de experiências sociais no planeta (conflitos, tragédias e triunfos) e criar um documento que, segundo os organizadores, é “um dom para o mundo”.

Além de informações gerais sobre o One Day on Earth, o site é uma verdadeira rede social, que conta com mapa interativo, contagem regressiva, nomes dos grupos participantes, trailers, fotos e vídeos – tudo muito organizado. Até uma página pessoal está disponível para quem faz um cadastro.

Sou muito fã do Vimeo, que entre várias vantagens, tem visual mais atraente em relação a outras plataformas de vídeo. Meu cadastro já está por lá e vou participar de One Day on Earth, via DOC7. O resultado da experiência será um documentário de 120 minutos, exibido nos cinemas.

Diferente do Life in a Day, do YouTube, esta ação do Vimeo não é patrocinada por uma empresa, mas por projetos da ONU, Cruz Vermelha Americana, e Creative Visions, entre outros. Mesmo repetida, a ideia pode ser considerada a mais participativa até o momento. Notavelmente, promove um discurso mais convincente para a inovação social. Ou seja, mais multimídia colaborativa para nós e mais “pontinhos verdes” (entenda-se sustentáveis) para o Vimeo. Melhor ainda para as organizações envolvidas, que pegam carona no branded content.

Veja o trailer:

Creio que ainda vamos ver muitas iniciativas como essas. Mais uma vez, uma plataforma de vídeo estabelece uma “comunidade global que não apenas assiste, mas participa”. Quem ganha com isso? Ainda não temos todas as respostas, mas a indústria criativa está crescendo, e sabe fazer perguntas…

6 jul 2010 { 16:06 }

Uma simples solução para a falta de água potável

 

O vídeo é de 2006 mas a realidade é sempre atual.

Donald G. McNeil Jr., cientista e jornalista de saúde especializado em pragas e pestes, demonstra como um novo filtro d’água para uso individual (pendurado no pescoço) pode ser uma solução simples para que pessoas ao redor do mundo tenham água limpa para beber.

A produção é de Emily B. Hager, para o New York Times.

Para ver o vídeo, acesse esta página.

Via NY Times

4 abr 2010 { 19:16 }

Em Dubai, "reciclar é pegajoso"

A ONG Emirates Environmental Group, com sede em Dubai (Emirados Árabes Unidos), é dedicada à reciclagem. Uma de suas ações mobilizou toda a população através de uma ideia muito criativa.

O problema

A ONG sempre incentivava a população a contribuir com latas para seu centro de reciclagem. O problema é que, numa cidade onde as latas de alumínio são jogadas fora logo após o consumo, fazer a ‘latinha’ percorrer o trajeto até o depósito não era tarefa fácil.

A solução

Foi então que surgiu uma ideia simples, criativa e barata. Lançaram uma ação para recolhimento das latas no local de consumo. Em vez de lixeiras, foram instalados cartazes educativos e extremamente pegajosos. Isso mesmo: quem passava por perto fixava sua lata no “mural”.

Insistir com as pessoas para levarem as latas até o depósito não era tão eficaz quanto a “estratégia pegajosa”. Ao mesmo tempo que disseminavam informações educativas, os cartazes faziam o “trabalho sujo”, no lugar certo e na hora certa.

A ação foi realizada em diversos lugares onde as pessoas costumam comprar bebidas em lata – em praças de alimentação e restaurantes populares de Dubai.

O resultado

Nos seis dias que ficaram fixados, os cartazes recolheram um total de 1458 latas, além de conscientizar a todos sobre a importância de praticar a reciclagem.

Para conhecer outras campanhas ou saber mais sobre a ONG Emirates Environmental Group, acesse: www.eeg-uae.org.

Com informações da Wunderman (Dubai, EAU).

21 fev 2010 { 15:36 }

Anúncios verdes

Um dos assuntos que mais aprecio é sustentabilidade. Não apenas por se tornar mais relevante a cada dia, mas também por fazer parte dos meus valores pessoais.

Mais do que filosofar sobre sustentabilidade (coisa que muita gente faz por aí), é hora de colocar em prática toda a “teoria clichê” que o planeta está cansado de ouvir.

É o que tem feito a agência inglesa Curb. Unindo as necessidades de uma empresa com as do planeta, ela se especializou em um nicho promissor: a publicidade sustentável. Suas campanhas usam técnicas de baixo impacto ambiental.

Nada de papel ou plástico. A empresa inventou suas próprias mídias. Os logos de seus clientes são desenhados em calçadas sujas, usando água coletada da chuva.

Mensagens ecologicamente corretas são criadas com areia, água do mar, grama e até fungos que brilham no escuro.

E caso alguém ainda conteste o posicionamento da Curb, é só dar uma rápida olhada na relação de clientes renomados que a agência atende: Unesco, KIA, BBC, entre outros.

Gostou da proposta da Curb? Acompanhe de perto o trabalho da primeira empresa de mídia natural do mundo. Acesse www.mindthecurb.com e inspire-se para novos exemplos de sustentabilidade.

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