Posts com tag " redes sociais"
22 set 2011 { 23:14 }

Você pode fazer isso

A InSites Consulting divulgou este mês uma pesquisa com o mapa das redes sociais no mundo. O estudo aponta que 70% da população online do mundo está presente em alguma rede social, ou seja, 1 bilhão de pessoas conectadas.

Diante desse fato, conversei recentemente com alguns amigos sobre a possibilidade de criarmos uma empresa voltada para o mercado social digital. Entre as possibilidades, o objetivo de promover projetos de instituições ligadas ao Terceiro Setor.

O grupo quase unânime gerou ideias. As ideias pediram tempo e os comentários sobre o tempo das ideias eram: não temos tempo!

É estranho perceber que, geralmente, projetos coletivos caem na rotina do individualismo sob o rótulo “não tenho tempo”. Quando as coisas chegam nesse patamar, o único plural possível é “estamos sem tempo“.

Depois de muita discussão (e desânimo), descobri que nossa missão não era pensar uma empresa social digital mas quanto tempo cada um dos envolvidos teria livre entre uma postagem e outra nas redes sociais.

Quando o assunto é uso de redes sociais, não é raro encontrar pessoas multi-conectadas no Twitter, Facebook, entre outros, por mais de quatro horas ao dia. De forma linear, o conteúdo postado está relacionado à vida privada ou atividade empregatícia.

Sabemos que existe uma população online (e gigantesca) no mundo. Fazemos parte dela. Também sabemos que temos tempo-online-ocioso que pode ser usado para divulgação de projetos sociais e causas nobres. Infelizmente, parecemos não saber que podemos utilizar nosso tempo para contribuir com a construção de um mundo bem melhor – na prática.

Para isso, é preciso pensar de forma criativa e colaborativa. Só assim teremos chances reais de transformar a comunidade em que vivemos e caminhar em direção a um projeto maior, no qual esse bilhão de pessoas (somado a outros bilhões) transformarão o mundo a partir de suas ações conectadas.

21 set 2011 { 07:26 }

Suas fotos, sua vida. 140 bilhões de fotos no Facebook.

Fotografamos tudo. Das festas de aniversários até lugares e pessoas incríveis que conhecemos no último período de férias.

Nos últimos anos, uma explosão de câmeras, aplicativos e redes sociais. Juntos trouxeram mais possibilidades e deram mais significado à nossa existência. Cada pessoa passou a ser um documentarista de sua própria vida, com muitos motivos para publicar conteúdo e registrar suas memórias através de fotos compartilhadas no Facebook, Twitter e tantos aplicativos na web.

Mas não foi sempre assim. A fotografia mais antiga de uma pessoa data de 1838. Na foto, o registro de uma movimentada rua de Paris, onde um homem desconhecido engraxa seus sapatos. Devido ao tempo de exposição de mais de 10 minutos, não é possível ver o tráfego, por causa do rápido movimento. A exceção é o homem que permaneceu (lustrando seus sapatos) na mesma posição por tempo suficiente para ser “capturado”.

Graças ao desenvolvimento tecnológico, hoje temos fotos digitais que dispensam o processo de revelação. Para alguns fotógrafos, um lamento. Para a maioria das pessoas, algo essencial. Some a isso a capacidade de mostrar ao mundo inteiro como foi o seu fim de semana e não haverá dúvida de que nossas fotos estão arquivando a vida. Ou será que nossa vida está se escrevendo em fotos?

Instagram

Os admiradores da Maçã conhecem bem o Instagram, um aplicativo apenas para iPhone lançado há pouco mais de um ano. Seu crescimento incrível está ligado à facilidade de se clicar uma foto, aplicar-lhe um filtro especial e publicá-la nas principais redes sociais. Só pra lembrar: tudo através do dispositivo móvel.

A inovação do Instagram, em relação a aplicativos mais antigos e similares, foi a de levar a fotografia digital para um ambiente de compartilhamento eficiente, compatível com a dinâmica das redes sociais.

Sabendo disso, Daniela Arrais e Luiza Voll criaram o Instamission, um tipo de concurso cultural temático (e semanal) que começou no Instagram e se espalhou pelo Twitter e Facebook. Para reunir o conteúdo, elas e sua turma usam a hashtag #instamission. Com certeza, um exemplo bem legal de projeto colaborativo envolvendo fotografia digital. Para saber mais, a própria Luiza Voll explica neste vídeo:

Em tempo: o Instagram disponibilizou ontem (20/09) a versão 2.0 do aplicativo, que adiciona novos filtros, pré-visualização dos resultados em tempo real, efeitos de “tilt-shift” em tempo real, mais controle sobre as bordas, fotografias em alta resolução e controles de rotação.

Facebook

Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas no mundo possuem uma câmera digital. A maior parte das milhares de fotos clicadas por essas câmeras estão armazenadas no Facebook. Nada de Flickr ou Picasa.

No gráfico acima a comparação entre os acervos do Facebook, Flickr, Instagram e Biblioteca do Congresso dos EUA. Em resumo, o Facebook já armazena mais de 140 bilhões de fotos. Isso é 10 mil vezes o acervo da Biblioteca do Congresso. 10% de todas as fotos que temos foram clicadas nos últimos 12 meses, sem falar nas fotos antigas que estão perdidas guardadas em álbuns de papel.

Armazenagem é o desafio

Pelo que vejo, um dos grandes desafios para os próximos anos chama-se armazenagem de fotos. Já que “mídia e software se fundiram na nuvem da Internet”, armazenamento é a bola da vez no jogo das redes sociais. Google+ está aí, para tentar derrubar assustar o Facebook.

No “feice”, no “pruis” ou outra rede social, mais importante do que migrar seus dados e contatos, é levar todas as suas fotos da mesma maneira como você organizou – num simples clique toque de tela.

Quem se habilita a fazer algo realmente incrível neste aspecto?! Quem viver, verá.

Com informações de 1000memories.
Imagens: reprodução.

16 set 2011 { 10:06 }

O que motiva as pessoas a postarem nas redes sociais?

Falar, falar e falar. Não adianta, até o reles mortal mais quieto do mundo sente aquele alívio danado quando expõe, enfim, o que está lhe apurrinhando ou chamando a atenção. O ser humano tem uma necessidade inerente de expor o que está pensando, o que está lhe afligindo, o que achou interessante.

Não é à toa que vivem dizendo que ninguém nasceu para ser só, afinal, conversar só consigo mesmo por anos a fio não deve ter muita graça, né? Pois bem, nesse cenário de falação, eis que “surgem” as salvadoras (ou destruidoras) da pátria: as redes sociais. E dentro desse contexto, pesquisas comprovam a relevância do uso das redes sociais na internet.

Facebook

Segundo pesquisa feita por britânicos da Universidade Edinburgh Napier, divulgada pela Revista Galileu, a rede social de Mark Zuckerberg causa estresse. Em outra revista, foi dito que o Facebook causa ansiedade. No primeiro caso, devido ao fato de a rede parecer um informativo sobre nós mesmos, faz com que sintamos necessidade de postar algo interessante a todo tempo. No outro, porque ao vermos postagens de amigos em festas, férias ou afins, sentimos necessidade de fazer ou ter a mesma coisa.

Mas, o que leva as pessoas a postarem conteúdo nas redes sociais e até que ponto isso é bom ou ruim?

Desabafar

Há muitas pessoas que usam as redes como ferramenta de trabalho. Entretanto, outras usam como seu espaço particular para se manterem informadas sobre o que está acontecendo no mundo e na vida dos amigos.

Uma classe grande e crescente de pessoas, utiliza as redes sociais para desabafar. Brigou com o namorado, posta um tuite. Passou raiva no trabalho, “feicibuca”. Está apaixonada, envia uma música romântica.

Quem nunca fez isso, que atire a primeira pedra (no impulso, por favor). Mas usar as redes sociais como um canto de desabafo pode ser uma faca espada de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que você se livra de algo que lhe apurrinha, está não só mostrando suas fraquezas, como dando informações pessoais a estranhos.

Além disso, é bom ter cuidado redobrado quando o caso em questão é trabalho. Pode parecer antigo mas, basta dar uma pesquisada na internet para encontrar vários casos de pessoas que perderam emprego por causa da maneira como utilizaram as redes sociais.

O ego

Algumas pessoas precisam constantemente de uma certa massagem no ego. Todos gostam de prestígio. O ego incita bastante o compartilhamento de conteúdo nas redes sociais.

As pessoas precisam de atenção. Porém, para algumas pessoas a necessidade de sentir-se útil e receber elogio é quase tão vital quanto comer. E são essas pessoas que acabam gerando conteúdo e, muitas vezes, tornando-se “web celebridades”.

Vale a pena? Creio que sim. Basta tomar um pouco de cuidado para não ser egocêntrico demais. Existem mil e um motivos que levam as pessoas a postarem na web. Alguns postam por humor. Outros entram só para participar da conversa. Tem também os que apenas leem, querendo “notar sem serem notados”.

Vale ressaltar que TDI (Transtorno de Dependência da Internet) existe e está à espreita de todos (desconfio seriamente que sofro desse mal). Enfim… o que nos resta, enquanto pessoas físicas ou jurídicas, é tentar encontrar a linha do equilíbrio, que faz com que nossa necessidade de exposição (e a facilidade para isso através das redes sociais) não nos prive das outras coisas boas da vida, como manter um emprego e uma boa conversa olho no olho.

Crédito das fotos: Sean MacEntee e Hannis du Plessis

Publicado originalmente no blog de Netmidia Propaganda. Com informações de Revista Galileu e Comunicação & Tendências.

29 abr 2011 { 07:10 }

Memolane: suas redes sociais numa “única” timeline

Se tem uma coisa que gosto de fazer é buscar novas ferramentas úteis para redes sociais na web.

O Memolane promete agregar toda a sua vida social num único lugar. Diferente do Flavors.me, que agrega suas contas e exibe em formato de homepage, o Memolane faz o tipo linha do tempo.

Depois de fazer o cadastro, você escolhe quais redes sociais deseja conectar e autoriza a exibição das atualizações de suas redes sociais em formato timeline. Você também pode escolher se a exibição será privada, só para amigos ou pública.

A “linha do tempo” pode funcionar, inclusive, como um “backup” de suas atualizações.

Eu já me cadastrei por lá. Para quem não gosta de ferramentas estrangeiras, vou avisando: o serviço está em inglês. Mas é fácil utilizar.

 

Para entender melhor, veja o vídeo:

13 abr 2011 { 08:16 }

A busca ficou social e as conversas viraram notícias

Na internet, as coisas mudam rapidamente. Há poucos meses o Orkut era o que tinha de melhor no Brasil. Hoje, pra milhões ele já não basta mais. Ficou ultrapassado, fraquinho, pesado… “só serve pra spam”, acusam muitos. Sei lá!

Em várias das minhas estratégias de Marketing Digital, o Orkut é essencial. Ainda é a rede social mais acessada por brasileiros. Mas o Orkut merece um post só pra ele.

Hoje vou falar sobre uma ferramenta que nasceu há pouco (nem tem verbete na Wikipedia ainda) – Storify.

O que é Storify?

Alguns vão dizer que o Storify é uma nova Rede Social. Prefiro dizer que o Storify é um “lugar” pra você contar histórias com as histórias dos outros e com as suas.

O funcionamento do software possibilita a conexão entre diversas redes e conteúdos da web. Nessa plataforma, o usuário pode, em movimentos de arrastar e soltar, construir narrativas dinâmicas e interativas. É a sua visão dos fatos. Tudo o que você tem que fazer é buscar.

Como o Storify funciona

Ainda não dá pra afirmar se ele é ou não uma rede social. Seu conceito é o “social reporting”. Afinal, na era das redes sociais na web, nem ‘só de médico e louco temos um pouco’, mas de jornalista também. Pontos de vista diferentes geram boas e novas ideias. Então, vamos aproveitar.

Storify vai nos ajudar a organizar o conteúdo produzido na web? Não sei, mas vejo o início do que podemos chamar de busca social (do inglês, social search). Se eu fosse um “mandachuva” no Google, mandava comprar o Storify.

Criadores do Storify

 

11 abr 2011 { 13:22 }

Cerveja Desperados: marketing que integra YouTube, Twitter e Facebook

Ações de marketing nas redes sociais existem muitas. Mas algumas se destacam mais. É esse o caso da cerveja Desperados, que utilizou o YouTube para gerar uma experiência entre marca e internauta, pra lá de interessante.

Ação de marketing no Youtube

Muito mais do que te mostrar a festa, Desperados te leva pra dentro da festa.

A criação é da agência MediaMonks, que conseguiu fazer com que o usuário se sentisse dentro da balada. Há quem defenda que foi a melhor ação de marketing realizada no YouTube. Ok, eu concordo.

Sem mais demora, veja o vídeo. Aperte o play e prepare-se para uma experiência interessante envolvendo YouTube, Twitter e Facebook.

5 abr 2010 { 15:38 }

Se você morrer, quem cuidará das suas redes sociais?

Em tempos de vida digital (eu amo usar esta frase), não precisamos apenas cuidar de nossa vida real, mas também de nossa vida virtual. E são muitas “vidas” que temos distribuídas em perfis no Facebook, Orkut, Twitter, e por aí vai…

E se você morrer? Já que ‘do pó viemos e a ele voltaremos’, é importante pensar uma estratégia para seus profiles nas redes sociais, caso isso aconteça. Não acredita? Ficou pensando no assunto, né?!

Já existem negócios atuando com o “pós-vida social”. Sites como Asset Lock, Legacy Locker e Deathswitch organizam toda essa bagunça virtual depois que seus clientes batem as botas. Os serviços variam entre US$ 10 e US$ 30 por ano, ou entre US$ 60 e US$ 300 para a vida toda.

Segurança

O Deathswitch envia e-mails com mensagens e até arquivos anexados para pessoas pré-selecionadas após a morte do usuário, possibilitando que ele informe as senhas de cada uma de suas contas em redes sociais para os indivíduos mais adequados.

Os sites também possuem formas de verificar se o usuário realmente não está mais entre os vivos. O Legacy Locker requer que duas pessoas confirmem o falecimento, tudo para que eles não enviem informações antes do tempo. No site, o usuário cria uma caixa de segurança para cada conta online que possui, com suas senhas e outras informações importantes. Para cada uma delas é possível designar um beneficiário.

No Brasil

O empresário Rafael Braun, 31 anos, uniu-se ao irmão mais velho e webdesigner Daniel. Juntos, criaram o site Eu Morri, que envia mensagens para os contatos do cliente avisando de sua morte. O slogan do site diz tudo: “preparando o hoje para o amanhã”.

O cliente paga R$ 9,90 por ano para deixar uma mensagem para 40 contatos pessoais. Quando se inscreve no site, o assinante recebe um certificado com um código especial que precisa passar para duas pessoas de confiança. Esse código será usado para ativar o envio das mensagens quando o usuário morrer.

Segundo matéria publicada pela PEGN, o empresário não divulga o número de pessoas que já contrataram o serviço ou faixa etária deles, justamente por fazer parte de sua política de privacidade, mas brinca dizendo que “graças a Deus, nenhum deles precisou usar a mensagem”.

E você, o que pensa sobre o assunto?

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