Posts com tag " games"
2 mai 2011 { 19:32 }

Vídeo futurista da Eidos: fotografe com seus olhos

A produtora de games Eidos lançou na web um viral vídeo para divulgar Deus Ex: Human Revolution, que explora a questão da biomecânica. Nesse futuro “gueimificado”, os olhos humanos poderão ser substituídos por olhos mecânicos, que podem “conversar” com interfaces de dispositivos eletrônicos.

Já imaginou registrar uma foto com o próprio olho e enviar diretamente para a telinha de um mobile? É mais ou menos isso. O vídeo aborda uma suposta empresa chamada Sarif Industries, especializada em biomecânica.

Não perca seu tempo pesquisando porque é apenas o comercial de um game. Mas para todos os efeitos, vale como inspiração:

2 nov 2010 { 21:43 }

O futuro dos videogames, reality shows, etc. (ou não)

Neste feriado de Finados, finalmente pude ver o filme ‘Gamer’ (EUA, 2009). Dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor, o elenco é encabeçado por Gerard Butler (’300′, ‘A Verdade Nua e Crua’), com a atuação da lindíssima Amber Valletta (‘Hitch – Conselheiro Amoroso’) e de Michael C. Hall, Kyra Sedgwick, Logan Lerman, Alison Lohman e Terry Crews.

A trama faz o tipo ‘Gladiador’ pós-moderno. Gerard Butler vive Kable, um prisioneiro num futuro próximo, onde as prisões são diferentes do século 20. Nesse futuro não tão distante, “Slayers”, um revolucionário videogame com ambiente online, faz parte da vida das pessoas. Semanalmente, milhões de internautas assistem Kable e outros condenados lutando para sobreviver ao “jogo”, como se fossem personagens virtuais.

Simon (Logan Lerman), um adolescente expert em games, é quem controla Kable virtualmente – sem sair de casa, usando o próprio corpo como controle (lembrou do Nintendo® Wii?). Um grupo de rebeldes planeja derrubar a estrutura cruel do jogo e seu criador. Para eles, Kable é a peça chave para a vitória contra o sistema. No meio dessa batalha, e sob o comando de Simon, Kable terá que usar todas suas habilidades extravirtuais para vencer o jogo, derrubar o sistema, salvar sua família (que o aguarda do lado de fora) e garantir novamente os direitos de liberdade dos prisioneiros.

Alguns detalhes neste filme me fizeram pensar sobre o futuro dos games:

1. A ideia por trás de ‘Gamer’ é entretenimento com total convergência entre o mundo real e o digital, algo que vem sendo trabalhado há algum tempo pela indústria de games. No filme, durante uma entrevista para um programa de TV mundial, o vilão Ken Castle (Michael C. Hall) explica a razão de ter criado o sistema. “Vivemos em sociedade, tanto real quanto virtual. Mas há momentos em que não sabemos qual delas é mais real? Qual é pra valer?”, diz.

2. Na trama, primeiro foi criado “Society”, um ambiente de simulação extrema onde os jogadores não mais controlam personagens (“avatares”) mas pessoas reais. Gente fazendo gente andar, falar, drogar-se, cair de bicleta, tirar a roupa, etc. Em resumo, “Society” é uma verdadeira arena de marionetes, onde você paga para controlar ou para ser controlado.

3. O vilão Ken Castle cansou-se de “Society” e levou a simulação a “níveis maiores de barbaridade adrenalina”. Criou “Slayers” como aprimoramento de “Society”. Se antes podiam viver através dos outros, em “Slayers” podem matar (ou morrer) através de outros. Ou seja, o jogo permite controlar um ser humano de carne e osso em uma batalha de vida ou morte, num ambiente paralelo e real.

4. Ainda no filme, o vilão Ken Castle alega que nada é assassinato. “Quando foi que você viu um voluntário para a morte?”, ironiza o personagem durante a entrevista. Uma verdadeira permuta entre a sentença e o extremo sensacionalismo “bigbroderiano”. Quem sobrevive a 30 batalhas ganha a liberdade e o perdão de seus crimes.

5. Um prisioneiro no corredor da morte (aguardando a cadeira elétrica) não deve ser considerado um cidadão comum, desconsiderando neste caso qualquer um dos direitos humanos básicos. Toda a renda da produção é revertida ao Governo, para sustentar o sistema penitenciário e manter os “malvados” atrás das grades.

6. “Slayers” foi aprovado por 68% dos americanos mas numa eleição com suspeita de fraude digital. Nesta parte do filme, pensei: até que ponto vale a pena ter tudo controlado por tecnologia? E quem vai controlar? Este é o desafio que vejo para os próximos anos.

7. O controle virtual dos jogadores é possível através de “Nanex” – um implante no cérebro. Uma célula se multiplica e substitui as demais células com cópias idênticas. Estas cópias têm suas funções ativadas por controle remoto. Daí o nome “Nanex” – mistura de nano com córtex. Todos que se submetem a tal transformação ganham um “IP” único, como um computador. O controle fica restrito ao ambiente do jogo. Quando a pessoa sai do ambiente fica dependente livre do monitoramento e do controle do jogador. Para alguns, talvez um alívio. Para outros, um problema. Há quem prefira ter outra pessoa assumindo o controle de sua vida, tomando decisões difíceis em seu lugar, vivendo sem responsabilidade.

Em resumo, não passa de uma mera ficção mas levanta grande questionamento sobre o futuro (não tão distante) dos jogos, da mídia social e da própria tecnologia. Afinal, não faz nem quinze anos e aqui estamos livin’ la vida loca online, com experimentos que atraem e dependem de audiência e publicidade.

Eu amo pensar nisso tudo. Mas tem horas que a loucura inovação humana também me assusta…

Veja o trailer de ‘Gamer’:

Crédito da foto: Ginnerobot

 

21 mai 2010 { 14:06 }

30 anos de ‘Pac-Man’ com logo do Google interativo

Para comemorar os 30 anos do game “Pac-Man” (ou Pakkuman, em seu nome original), o Google criou um Doodle – logotipo modificado da empresa, usado em ocasiões especiais – interativo, que ficará 48 horas no ar. A partir das 12h desta sexta-feira (21), internautas que acessarem a página inicial de busca do Google terão acesso a uma intervenção publicitária um jogo criado especialmente para a data.

Lançado em 22 de maio de 1980, no Japão, o game “Pac-Man” foi um grande sucesso que atravessou gerações. E por ter passado pela minha, acho que vale este post aqui para registrar a saudade!

Dica da @AnaCarolinaLife.

;-)

18 fev 2010 { 22:34 }

OnLive e os jogos on demand

Nos últimos tempos, Steve Perlman, presidente do grupo OnLive, falou bastante sobre os jogos que serão oferecidos ao mercado pelo modelo de negócios SaaS (software como serviço), distribuídos on demand. Nesta quinta-feira (18), já no encerramento do Dice Summit, em Las Vegas, Perlman detalhou o assunto numa demonstração ao público.

Conforme já havia comentado aqui, o serviço está em versão beta. Mesmo assim, funcionou sem falhas durante a apresentação. Os críticos, preenchidos pelo ceticismo, disseram que o OnLive é impossível. Mas usando uma conexão de Internet via modem, Perlman mostrou que a proposta é boa, principalmente quando for utilizada com conexão de Internet de alta velocidade.

Se decolar, o serviço permitirá ampliar o mercado de distribuição digital de jogos, combatendo as lojas varejistas e reduzindo significativamente o custo dos jogos. O OnLive também vai acirrar a concorrência com os consoles e PCs de alta configuração, uma vez que elimina a necessidade de comprar hardware caro para jogar.
“Os consumidores estão comprando a experiência do jogo, não o console”, disse Perlman.

O projeto foi desenvolvido ao longo de oito anos, chegando com uma tecnologia de compressão que permite enviar o conteúdo do jogo através de uma rede em tempo quase real. Em outras palavras, a velocidade de retorno dos dados entre o jogo diante da tela de um jogador e um servidor acontece num piscar de olhos.

O tempo de resposta (delay) é medido em microsegundos. Para os jogos de definição padrão, o sistema precisa de uma conexão de 1 Mbps, pelo menos. Já para os jogos de alta definição, o serviço precisa de um mínimo de 5 Mbps de conexão. Cerca de 26% dos usuários de banda larga têm conexões maiores que 5Mbps, e 71% usam conexões de 2Mbps, afirmou Steve Perlman.

Ele também revelou que o serviço foi projetado para satisfação imediata e, portanto, se encaixa perfeitamente com a “era do agora” que os consumidores estão vivendo.

“O mercado de jogos está maduro para OnLive”, disse. “Se não criarmos um, acredite, alguém o fará. Vamos usar esta Internet maravilhosa que temos para reduzir a pirataria”, ressaltou.

Os detalhes de lançamento ainda não foram divulgados, mas em breve estarão disponíveis. Principalmente porque Steve Perlman estará presente na conferência GamesBeat@GDC da Game Developers Conference, em São Francisco, no próximo dia 10 de março.

Vamos continuar de olho neste assunto porque o desfecho promete…

Imagens: reprodução
Via VentureBeat

26 out 2009 { 10:44 }

Os games também vão para a nuvem

Sucessos como Crysis poderão ser jogados no OnLive

Deu no portal Terra: “Steve Perlman, presidente do grupo OnLive, foi confirmado para uma apresentação que será realizada durante a edição 2010 da Dice Summit”.

Pra quem não sabe, Dice Summit reúne os profissionais da indústria de entretenimento, via Design Innovate Communicate Entertain (Dice).

Uma das novidades é o OnLive, anunciado como um sistema de videogame muito diferente. Em vez de comprar um novo aparelho de videogame, você assina pelo “serviço”.

O sistema OnLive utiliza a tecnologia cloud computing (computação nas nuvens), dispensando o console para jogar. Trata-se de um sistema de distribuição digital que permitirá rodar, via televisão ou computador (de configuração simples), títulos de primeira linha produzidos por grandes estúdios como Activision, Blizzard, Electronic Arts, Take-Two e Ubisoft.

Para brincar, basta ligar o OnLive, acessar o menu, escolher o título e iniciar o jogo. Não importa a configuração de seu computador e você pode até mesmo usar a TV. Basta que tenha acesso à internet (de alta velocidade) e você poderá jogar qualquer título do catálogo, como Crysis (Crytek), que requer um computador sofisticado para rodar (fora do OnLive).

Desde que foi anunciado, o OnLive tem gerado grandes expectativas. A nota oficial informou que “os jogos estarão disponíveis no OnLive assim que chegarem às lojas e vão rodar com máxima performance, não importando a qualidade do PC”. Isso só é possível porque os jogos são armazenados e processados nos servidores do OnLive. “O jogador vê o streaming de vídeo em tempo real, por isso não precisa de uma máquina potente”, explica Steve Perlman, co-fundador da companhia.

“Você está assistindo a um vídeo, mas seus comandos (como tiros, pulos, etc.) acontecem instantaneamente”, explica o executivo. “É como uma partida normal, mas sem lags, atrasos ou quedas de quadros. Apertou, funcionou”, conclui.

OnLive

O sistema OnLive foi criado por Steve Perlman, fundador do site e serviço WebTV, e Mike McGarvey, ex-presidente do estúdio Eidos. Sua primeira apresentação foi feita durante a edição 2009 da Game Developers Conference (GDV), na cidade de São Francisco, Estados Unidos.

As informações sobre sistema OnLive são poucas. Não há data para lançamento, preço, etc. Sabe-se apenas que o usuário precisará somente de uma conexão com velocidade mínima de 1,5 megabytes (MB) para visualizar os jogos com resolução em 480 pixels, ou 5 MB para resolução em 720 pixels.

A edição 2010 do Dice Summit ocorre entre 17 e 19 de fevereiro de 2010, na cidade de Las Vegas, Estados Unidos.

Vamos ficar de olho nesse assunto.

Foto: Divulgação

 

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