O preço do amanhã
Tenho o costume de ir ao cinema. Exercendo esse costume, na semana passada, assisti ao filme “O preço do amanhã”, escrito e dirigido por Andrew Niccol. Em resumo é um filme estadunidense comum, com um roteiro repleto de fuga, romance e heroismo.
“O preço do amanhã” traz uma reflexão interessante sobre o uso do tempo, quando esse passa a ser moeda de troca definitivamente mercantilizada em sua expressão absoluta.
Reflexões sobre o uso do tempo são demasiadamente antigas tanto na história da filosofia quanto nas ciências modernas, por isso não constitui objetivo desse texto o aprofundamento de tais questões, mas apenas uma explanação sobre o uso do tempo na modernidade.
Eu já falei aqui sobre a ideia iluminista de modernidade e suas consequências. Como não pretendo esgotar o assunto, sem dúvida cabe mais algumas observações sobre o tempo.
Com o advento do capitalismo na Europa e nos trópicos, de forma tardia, é comum o uso da expressão “tempo é dinheiro”. Não se trata apenas de uma expressão de uso comum mas também um item no imaginário coletivo, levando sociedades inteiras a mudarem suas rotinas em função exclusivamente de tarefas remuneradas. Com isso, a ociosidade gradativamente foi sendo substituída pelo “negócio”. Logo, somos notadamente conhecidos e reconhecidos como a sociedade que nega o ócio, uma sociedade que faz “negócio”.
Estamos ocupados demais para perceber em que direção o mundo está caminhando. Nem mesmo a ciência tem uma resposta ou olhar preocupado com o nosso futuro.

É muito comum ouvirmos pessoas dizer “tomara que o ano acabe”, ou quem sabe “quero que chegue logo o final de semana” e, a mais célebre, “quero minhas férias”. Inconscientemente, estamos desejando que o tempo passe rápido e não nos damos conta de que dessa forma não vivemos. Não vivemos apenas pelo fato de respirarmos. Mais que isso, a vida precisa de reflexão.
Por que tantos avanços tecnológicos se ainda somos crianças indefesas procurando compreender nossa origem, “quem somos”, “para onde vamos”, “realmente vamos?”, etc.
Falo de avanços tecnológicos porque são parte da promessa contemporânea de felicidade… De mais tempo livre. Notadamente isso não ocorreu, o homem contemporâneo está cada vez mais inserido em processos infindáveis de ocupar-se e sempre coloca a falta de tempo com seu maior desafio. Até quando vamos vender nosso tempo, e esquecer-nos de viver?
Erasing David: 30 dias invisível ao mundo
Erasing David é um documentário experimental que fez sucesso na web no final do ano passado. Com versão em DVD e distribuição digital, o doc aborda privacidade e o armazenamento excessivo de informações pessoais.

Erasing David é dirigido e protagonizado pelo inglês David Bond, 39 anos. No documentário, Bond (qualquer semelhança com o James é mera coincidência) tenta sumir durante 30 dias. Para cumprir seu objetivo, apaga registros e informações pessoais em redes sociais e sites na internet. Além disso, evita usar cartão de crédito, aparelho celular e deixar qualquer tipo de rastro pessoal. Nem mesmo sua mulher sabe para onde ele vai.

Para causar mais action, David Bond contrata dois detetives experientes para encontrá-lo. A intenção é mostrar o quanto é difícil um cidadão ficar “invisível” frente a governos, empresas e sistemas de informação. Mais que isso, o quanto nossa vida pode ficar exposta? Do endereço residencial às câmeras de vigilância espalhadas pela cidade, a crítica é evidente: o Big Brother da vida real.

E se você pensa que tudo isso foi apenas pra não chamar a atenção, saiba que o documentário foi inspirado num fato real. Em 2007, o escritório do governo britânico responsável pelo subsídio dado a cidadãos com filhos recém-nascidos perdeu dois CDs contendo dados pessoais de 25 milhões de britânicos. David Bond foi um deles.
Deixo para você (através de comentários) o questionamento sobre privacidade, abundância de dados pessoais e o futuro de tudo isso.
Trailer
Para mais informações, acesse: www.erasingdavid.com
Os efeitos visuais de Transformers 3
A partir de julho, telonas e telinhas receberão o último filme da trilogia Transformers – Dark of the Moon. Não sou fã dos benevolentes Autobots (e suas façanhas) mas confesso que os efeitos visuais impressionam.
O diretor Michael Bay, que já assinou grandes produções de Hollywood, fez questão de mostrar os principais efeitos visuais neste trailer. Com certeza, um vídeo impressionante. Assista em tela cheia e comprove:
O futuro dos videogames, reality shows, etc. (ou não)
Neste feriado de Finados, finalmente pude ver o filme ‘Gamer’ (EUA, 2009). Dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor, o elenco é encabeçado por Gerard Butler (’300′, ‘A Verdade Nua e Crua’), com a atuação da lindíssima Amber Valletta (‘Hitch – Conselheiro Amoroso’) e de Michael C. Hall, Kyra Sedgwick, Logan Lerman, Alison Lohman e Terry Crews.

A trama faz o tipo ‘Gladiador’ pós-moderno. Gerard Butler vive Kable, um prisioneiro num futuro próximo, onde as prisões são diferentes do século 20. Nesse futuro não tão distante, “Slayers”, um revolucionário videogame com ambiente online, faz parte da vida das pessoas. Semanalmente, milhões de internautas assistem Kable e outros condenados lutando para sobreviver ao “jogo”, como se fossem personagens virtuais.

Simon (Logan Lerman), um adolescente expert em games, é quem controla Kable virtualmente – sem sair de casa, usando o próprio corpo como controle (lembrou do Nintendo® Wii?). Um grupo de rebeldes planeja derrubar a estrutura cruel do jogo e seu criador. Para eles, Kable é a peça chave para a vitória contra o sistema. No meio dessa batalha, e sob o comando de Simon, Kable terá que usar todas suas habilidades extravirtuais para vencer o jogo, derrubar o sistema, salvar sua família (que o aguarda do lado de fora) e garantir novamente os direitos de liberdade dos prisioneiros.
Alguns detalhes neste filme me fizeram pensar sobre o futuro dos games:
1. A ideia por trás de ‘Gamer’ é entretenimento com total convergência entre o mundo real e o digital, algo que vem sendo trabalhado há algum tempo pela indústria de games. No filme, durante uma entrevista para um programa de TV mundial, o vilão Ken Castle (Michael C. Hall) explica a razão de ter criado o sistema. “Vivemos em sociedade, tanto real quanto virtual. Mas há momentos em que não sabemos qual delas é mais real? Qual é pra valer?”, diz.
2. Na trama, primeiro foi criado “Society”, um ambiente de simulação extrema onde os jogadores não mais controlam personagens (“avatares”) mas pessoas reais. Gente fazendo gente andar, falar, drogar-se, cair de bicleta, tirar a roupa, etc. Em resumo, “Society” é uma verdadeira arena de marionetes, onde você paga para controlar ou para ser controlado.
3. O vilão Ken Castle cansou-se de “Society” e levou a simulação a “níveis maiores de barbaridade adrenalina”. Criou “Slayers” como aprimoramento de “Society”. Se antes podiam viver através dos outros, em “Slayers” podem matar (ou morrer) através de outros. Ou seja, o jogo permite controlar um ser humano de carne e osso em uma batalha de vida ou morte, num ambiente paralelo e real.
4. Ainda no filme, o vilão Ken Castle alega que nada é assassinato. “Quando foi que você viu um voluntário para a morte?”, ironiza o personagem durante a entrevista. Uma verdadeira permuta entre a sentença e o extremo sensacionalismo “bigbroderiano”. Quem sobrevive a 30 batalhas ganha a liberdade e o perdão de seus crimes.
5. Um prisioneiro no corredor da morte (aguardando a cadeira elétrica) não deve ser considerado um cidadão comum, desconsiderando neste caso qualquer um dos direitos humanos básicos. Toda a renda da produção é revertida ao Governo, para sustentar o sistema penitenciário e manter os “malvados” atrás das grades.
6. “Slayers” foi aprovado por 68% dos americanos mas numa eleição com suspeita de fraude digital. Nesta parte do filme, pensei: até que ponto vale a pena ter tudo controlado por tecnologia? E quem vai controlar? Este é o desafio que vejo para os próximos anos.
7. O controle virtual dos jogadores é possível através de “Nanex” – um implante no cérebro. Uma célula se multiplica e substitui as demais células com cópias idênticas. Estas cópias têm suas funções ativadas por controle remoto. Daí o nome “Nanex” – mistura de nano com córtex. Todos que se submetem a tal transformação ganham um “IP” único, como um computador. O controle fica restrito ao ambiente do jogo. Quando a pessoa sai do ambiente fica dependente livre do monitoramento e do controle do jogador. Para alguns, talvez um alívio. Para outros, um problema. Há quem prefira ter outra pessoa assumindo o controle de sua vida, tomando decisões difíceis em seu lugar, vivendo sem responsabilidade.

Em resumo, não passa de uma mera ficção mas levanta grande questionamento sobre o futuro (não tão distante) dos jogos, da mídia social e da própria tecnologia. Afinal, não faz nem quinze anos e aqui estamos livin’ la vida loca online, com experimentos que atraem e dependem de audiência e publicidade.
Eu amo pensar nisso tudo. Mas tem horas que a loucura inovação humana também me assusta…
Veja o trailer de ‘Gamer’:
Crédito da foto: Ginnerobot
Trailer do filme sobre o Facebook (legendado)
Desde o início das filmagens, tenho acompanhado os detalhes do primeiro filme a “contar a história do Facebook”. Em abril, eu comentei aqui sobre “The Social Network” (A Rede Social), que agora tem versão e data para estreia no Brasil – 3 de dezembro.
“The Social Network” conta a história de Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin, os dois estudantes de Harvard que fundaram o site de relacionamento mais utilizado no mundo.
Nos posts anteriores, eu falei sobre o poster e o teaser-trailer revelado pela Columbia Pictures.
Se você ainda não viu o trailer nos cinemas ou na web, vale a pena conferir:
“The Social Network” é dirigido por David Fincher de ‘Se7en’, ‘Clube da Luta’, ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, entre outros.
Vale lembrar que o próprio Facebook declarou oficialmente que o filme tem informações incorretas, não passa de uma ficção. O foco está mais nos conflitos legais de privacidade e roubo de informação.
Tron Legacy (coming soon)
Vem aí o filme Tron Legacy.
Lançado em 1982, Tron é um filme que se destacou por seu visual, sendo um dos primeiros a utilizar efeitos de computação gráfica de forma tão ampla. E por incrível que pareça, a aposta pioneira nesse formato foi da Disney.
Como era de se imaginar, a nova sequência será lançada em 3D!
Veja o Trailer:
Tron Legacy é um show de técnica e visual, com conceitos de tecnologia e humanização que influenciaram gerações.
Os fãs da série House, que já conhecem a beleza singular de Olivia Wilde, vão empolgar com a presença da atriz nesta nova sequência. O filme estreia em 17 de dezembro (no Brasil).
Falando mais ou menos nisso…
Olha a deixa especial que separei pro pessoal de outra marca Tron…
Trocadilhos são meio insanos, eu sei. Mas já que a Tron realiza neste final de julho seu famoso Encontron (Encontro Motivacional Tron), acho que vale deixar uma homenagem aos amigos que tenho por lá.
The Social Network
(You don’t get to 500 million friends without making a few enemies)
Veja o cartaz aqui.
Teaser-Trailer do filme sobre o Facebook
Conforme comentei aqui, vem aí o primeiro filme a contar a história do Facebook.
“The Social Network” conta a história de Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin, os dois estudantes de Harvard que fundaram o site de relacionamento mais utilizado no mundo.
Depois do poster, a Columbia Pictures revelou o primeiro teaser-trailer de “The Social Network”, filme dirigido por David Fincher de “Se7en”, “Clube da Luta”, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, entre outros.
O vídeo não mostra nenhuma cena, mas traz diálogos provocativos. A estreia será em outubro (EUA).
Filme contará a história do Facebook
E a mídia social invade a sétima arte… Trata-se do primeiro filme a falar inteiramente do Facebook.

Ainda sem data de estreia oficial, “The Social Network” conta a história de Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin, os dois estudantes de Harvard que fundaram o Facebook.
Durante as gravações na Johns Hopkins University, duas pessoas que passavam pelo campus (Mary Sapiro e Raluca Musaloiu) pararam para fazer algumas fotos.

Os atores Jesse Eisenberg (Zuckerberg) e Andrew Garfield (Saverin), bem como o diretor David Fincher (“O Curioso Caso de Benjamin Button”, de 2008, e “Clube da Luta”, de 1999), estavam em cena.
Segundo o site Imdb, a previsão de lançamento nos EUA é 15 de outubro de 2010.
Para ver outras fotos da produção, clique aqui.
Fonte: Gawker.com
Desafiando Gigantes (Facing the Giants)
Sinopse: Nunca desista. Nunca volte atrás. Nunca perca a fé. O poder da crença proporciona a habilidade de vencer.Em seis anos como técnico de futebol americano de uma escola, Grant Taylor (Alex Kendrick) nunca conseguiu levar seu time, Shiloh Eagles, a uma temporada vitoriosa. E ao ter que enfrentar crises profissionais e pessoais aparentemente insuperáveis, a ideia de desistir nunca lhe pareceu tão atraente. É apenas depois que um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé que ele descobre a força da perseverança para vencer.
FICHA TÉCNICA
- Elenco: James Blackwell, Bailey Cave, Shannen Fields, Tracy Goode, Alex Kendrick, Jim McBride, Tommy McBride, Jason McLeod, Mark Richt, Steve Williams, Chris Willis, Ray Wood
- Tempo aproximado: 111 minutos
- Distribuição: Sony Pictures
- País de Origem: EUA
- Ano: 2006
- Classificação: 14 anos
- Direção: Alex Kendrick
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