Além mar. Mais um ponto para a criatividade.
“Pensar fora da caixa”. Esta frase realmente faz acontecer. Já pensou se uma caixa pudesse servir de abrigo, escritório, casa ou virar uma obra de arte? Pois é tudo isso e um pouco mais que o grupo APHIDoIDEA fez quando conseguiu pensar fora da caixa, ou melhor, usou “uma caixa” para solucionar diversos problemas de forma pouco convencional.
Dentro do conceito básico de um contêiner, a ideia se expande para um complexo de 65 contêineres montados como um edifício. Através da inclusão de estratégias de sustentabilidade para educar seus visitantes e usuários sobre as melhores práticas na construção, este projeto inclui ainda um jardim botânico com telhado verde e fontes de energia reutilizáveis.
O uso de elementos como o material e sua mobilidade, fez do contêiner o escolhido ideal para este projeto que, na verdade, foi um dos finalistas do concurso Emerging Talent Design, em Los Angeles. O concurso é uma tendência pelo uso e reaproveitamento de recipientes de transporte para outros fins dentro de projetos de construção. Existem inúmeros projetos ao redor do mundo que através de obras recriam maravilhas sustentáveis da arquitetura.
Em East Bay, na Califórnia, existe uma casa intitulada de Boucher Grygier Shipping Container Casa, projetada e construída com a utilização de 3 contêineres. Ela consegue manter os 1.350m2 isolados do frio no inverno e promove o resfriamento dos ambientes no verão com revestimentos de bambu.

Em Amsterdã, na Holanda, o Projeto Keetwonen reúne 1.000 quartos de estudantes, com aquecimento central, além de banda larga e central telefônica em cada uma das unidades. Além disso, os estudantes contam com um banheiro, quarto, cozinha e varanda para sua total comodidade.



E Londres não fica atrás. Por lá, tem o Container City formado por um complexo que abriga em um mesmo espaço um centro esportivo, berçário, lojas, escritórios e espaço de convivência. O sistema foi inaugurado em 2001, porém devido ao sucesso, em 2002 surgiu a versão Container City II. Há também projetos em obras para as próximas versões destes espaços, que chegam a 4 andares e possuem mais de 80% de materiais reciclados em sua construção.


O uso de containers como tecnologia na construção encontra inúmeras vantagens. È uma prática altamente sustentável. Existem muito containers parados e inutilizados em diversos portos ao redor do planeta. O impacto no meio ambiente é menor do que o causado pelas casas tradicionais. A utilização do aço diminui a necessidade de uso de outros materiais normalmente utilizados nas construções e que costumam encontrar diversos componentes que produzem resíduos durante a obra. A construção também é mais rápida com menos dias de trabalho e menos agressão ambiental de máquinas no local.
Além disso, o material do container é durável e resistente, inclusive a cupins, fogo, mofo e ainda são impermeáveis. Também suportam cargas mais pesadas e são geralmente menos dispendiosos do que outros materiais. Há outros benefícios como a flexibilidade para trabalhar a arquitetura de design e geram cerca de 30% de economia sobre os componentes estruturais tradicionais.
No Brasil
Por aqui, o projeto mais parecido é o do arquiteto Danilo Corbas, em São Paulo. O cara também acredita nesta ideia econômica e sustentável. Quem sabe, não é o nosso primeiro passo, hein?!
Veja a matéria sobre o assunto (Jornal da Band)
Crédito das imagens: Grygier, TempoHousing e Container City
‘Criatividade de brasileiro não vira inovação’
“O Brasil tem potencial para ser um país criativo, mas não é”. A afirmação pessimista é do executivo Adolfo Melito, que está à frente do Conselho de Economia Criativa da Federação do Comércio (Fecomercio). Na entrevista publicada hoje pelo jornal Brasil Econômico, Melito fala sobre o potencial criativo do Brasil mas afirma que o país ainda perde muitas oportunidades por causa de ações desastradas cometidas no passado.

Separei os principais pontos desta interessante entrevista feita pela jornalista Regiane de Oliveira:
1. O Brasil tem potencial para ser um país criativo, mas não é. Segundo Melito, é necessário engajar mais as pessoas e melhorar, de maneira significativa, o nível de educação, além de explorar os processos de criação. Para ele, o que é pensado deve ser implementado. Do contrário, não há inovação.
2. A economia criativa é fruto do engajamento e não da obediência. Trabalhos que exigem pouca criatividade, típicos da economia industrial, não fazem parte desse mercado.
3. O profissional engajado quer ser o melhor na área em que atua e espera que a empresa lhe ofereça as ferramentas para progredir. Esse profissional também quer ter autonomia e propósito.
4. Na perspectiva da inovação, as pessoas trabalham mais pela possibilidade de reconhecimento e expectativa futura do que pelo salário, propriamente dito.
5. “Centralização, burocracia e organizações muito hierarquizadas são os principais inimigos da inovação”, diz ele.
6. As ideias influenciam coisas que você não imaginava antes. No modelo tradicional, o foco está mais na tecnologia do que na imaginação. No modelo da economia criativa, os negócios e a inovação são gerados pela criatividade.
7. Segundo Melito, o país tomou decisões erradas que afetaram alguns setores, por exemplo a educação, afetando consequentemente a formação de talentos – o maior bem da economia criativa. “Estamos fazendo agora o que outros países fizeram há 17 anos”, afirma, referindo-se às articulações que estão sendo feitas pelo Governo Federal para formatar um plano estratégico para a economia criativa no Brasil, através da Secretaria de Economia Criativa, criada em janeiro deste ano.
8. Na economia do futuro, falamos mais em software do que em hardware.
Adolfo Melito não deixa totalmente claro em quais áreas da economia criativa o Brasil tem destaque, transmitindo um certo pessimismo para as soluções (em curto prazo) para os problemas apontados. Até porque um problema de anos não se resolve de uma hora pra outra. Entretanto, ele indica algumas possibilidades nas áreas de artesanato e turismo cultural.
“O Brasil tinha tudo para ser a economia mais verde do mundo mas decidiu investir em uma economia velha, a do petróleo, onde estão sendo gastos bilhões de reais”, critica.
A entrevista na íntegra está publicada no site do jornal.
Como dizem alguns: é preciso sair do quadrado. Na pior das hipóteses, já é um avanço estarmos pensando no assunto. Agora é transformar esses “pensamentos” em realizações, por meio de processos realmente criativos. Afinal, o país deve ter algo bom para exportar além de futebol, não?!
Crédito da foto: Dennis Sibeijn
O marketing das experiências interativas
Seguindo a onda das experiências interativas (Desperados Experience, por exemplo, que já comentamos aqui), separei mais algumas campanhas interessantes. É uma grande sacada possibilitar a interação do consumidor com o anúncio, usando a plena criatividade para segurá-lo por um tempo.
Tipp-Ex
Pra começar, uma marca americana de corretor de textos. A Tipp-Ex criou uma experiência em que você direciona a interação do caçador com o urso, escrevendo verbos em inglês. Para cada verbo, um vídeo diferente. Garante boas risadas, com certeza!
Hell Pizza
Por incrível que pareça, é uma ação promocional de… pizza! Uma experiência zumbi, a la Resident Evil, com roteiro, locações, elenco, maquiagem e tudo mais…
A cada escolha, um resultado cheio de adrenalina! A produção é dirigida por Logan McMillan, para divulgar o dellivery da Hell Pizza.
Picolé Magnum
A gente não podia deixar passar a campanha do picolé Magnum, com jeitão de game. Na verdade, é mais do que isso. É uma ação digital envolvendo várias marcas de maneira relevante e contextual. Clique Start e tire suas próprias conclusões. Vale a pena, com certeza!
Marcas que investem em experiências deste tipo não têm como passar despercebidas! Ganha pontos de cara, só pela criatividade! #ficadica
Criatividade e tecnologia: duas mãos nos braços da inovação
Estamos vivendo um momento de grandes transformações. As maneiras de se produzir, distribuir e consumir são impactadas diariamente pela inovação tecnológica. E neste cenário, a criatividade deixa de ser uma “capacidade sobrenatural” de ver o mundo, para tornar-se um fator básico.

Desde os tempos antigos, a natureza humana é dotada de criatividade. E mesmo os “loucos” que influenciaram gerações, compreendidos como gênios da humanidade, amparavam-se nas manifestações criativas, alimentando suas inquietudes internas e conflitos pessoais.
Agora, cá estamos na Era do Conhecimento (ou apenas da Informação, para a maioria). Trocamos experiências e nos relacionamos em redes, comunidades, tribos. Mais do que nunca, criatividade e tecnologia formam uma simbiose, que envolve novos paradigmas, novas formas, novas mídias, novas narrativas. É isso: vivemos a era do novo, embora nem tudo seja novidade.
Em Goiás ou no Brasil, temos grande diversidade de ideias e alta capacidade criativa, que fortalece a economia e melhora nossas vidas.
Nossos trabalhadores, capacitados ou não, crescem à luz da absorção de novas tecnologias, que possibilitam a rápida inserção no mercado e a livre concorrência. Nosso PIB reflete um país forte, no qual a produção nacional se estabelece acima da estrangeira. Do extrativismo às novas mídias, das pequenas histórias aos grandes espetáculos, e até na política, a criatividade circula inerente à necessidade de coexistir. Neste círculo vicioso de aprimoramento humano, podemos criar coisas que criam mais coisas – para si ou para todos.
A criatividade permanente se encontra com a tecnologia onipresente. Juntas revitalizam espaços, resgatam valores, estimulam convivências. Os modelos tradicionais dão voz e ouvidos a novas possibilidades. Isso é bom? Não sei. Temos mais perguntas do que respostas.
Indivíduos e organizações estão desenvolvendo atividades criativas à base de tecnologia com relevância econômica. Escrevem sua própria história com liberdade de testar, errar ou acertar. O resultado disso são bens criativos, que têm em sua essência altos valores agregados, resultantes da percepção ampliada do consumidor sobre o produto ou serviço.
Tecnologia é puramente tecnologia. Mas quando utilizada por pessoas, apoiadas na criatividade, estabelece novas formas de produzir, distribuir e consumir. E então, surgem novos modelos de negócio e de competição por mercados.
Qual o desafio?! Usar essa tal criatividade para formular ações integradas e planos contínuos, viabilizados pelo Estado, entidades setoriais e iniciativa privada. Ou ainda, abusar da mesma criatividade para mudar relacionamentos, negócios, famílias, valores.
Publicado originalmente no jornal Diário da Manhã (07/10/2010), pág. 20:
http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=8366&contpag=20
Crédito da imagem: Éole
iNotePad é alternativa barata para o iPad
Se você não pode comprar um iPad, não chore. Shed Simove criou uma solução tabajara alternativa para você.

Em uma página de seu site, Simove apresenta o iNotePad, que dispensa explicações (veja o vídeo). Vale lembrar que, além de ser um vídeo promocional (com fortes inclinações a ser viral), é uma paródia da apresentação do iPad feita por Jony Ive, o Vice-Presidente Senior de Design da Apple, que ficou conhecido por apresentar os novos produtos da empresa.
Se você gostou da ideia e quer economizar, adquira o iNotePad por míseros £9.
30 anos de ‘Pac-Man’ com logo do Google interativo
Para comemorar os 30 anos do game “Pac-Man” (ou Pakkuman, em seu nome original), o Google criou um Doodle – logotipo modificado da empresa, usado em ocasiões especiais – interativo, que ficará 48 horas no ar. A partir das 12h desta sexta-feira (21), internautas que acessarem a página inicial de busca do Google terão acesso a uma intervenção publicitária um jogo criado especialmente para a data.
Lançado em 22 de maio de 1980, no Japão, o game “Pac-Man” foi um grande sucesso que atravessou gerações. E por ter passado pela minha, acho que vale este post aqui para registrar a saudade!
Dica da @AnaCarolinaLife.
Placa que indica área de prostituição na Itália confunde motoristas
A cidade de Treviso, no norte da Itália, resolveu contribuir com o trabalho e a segurança das ‘profissionais do sexo’ na região. As estradas locais agora contam com placas avisando sobre a presença de prostitutas.

Como toda ideia gera um certo tempo para ser digerida compreendida, a placa está gerando confusão.
Alguns motoristas entendem que a frase “atenção, prostitutas” pede cuidado com as profissionais que cruzam a rodovia. Para outros, o aviso se refere apenas aos serviços oferecidos na região.
Segundo o jornal inglês Telegraph, a estrada com a nova sinalização está levando os motoristas a diminuírem a velocidade para conferir de perto o significado da placa.
Fonte: Telegraph
Em Dubai, "reciclar é pegajoso"
A ONG Emirates Environmental Group, com sede em Dubai (Emirados Árabes Unidos), é dedicada à reciclagem. Uma de suas ações mobilizou toda a população através de uma ideia muito criativa.
O problema
A ONG sempre incentivava a população a contribuir com latas para seu centro de reciclagem. O problema é que, numa cidade onde as latas de alumínio são jogadas fora logo após o consumo, fazer a ‘latinha’ percorrer o trajeto até o depósito não era tarefa fácil.
A solução
Foi então que surgiu uma ideia simples, criativa e barata. Lançaram uma ação para recolhimento das latas no local de consumo. Em vez de lixeiras, foram instalados cartazes educativos e extremamente pegajosos. Isso mesmo: quem passava por perto fixava sua lata no “mural”.

Insistir com as pessoas para levarem as latas até o depósito não era tão eficaz quanto a “estratégia pegajosa”. Ao mesmo tempo que disseminavam informações educativas, os cartazes faziam o “trabalho sujo”, no lugar certo e na hora certa.
A ação foi realizada em diversos lugares onde as pessoas costumam comprar bebidas em lata – em praças de alimentação e restaurantes populares de Dubai.
O resultado
Nos seis dias que ficaram fixados, os cartazes recolheram um total de 1458 latas, além de conscientizar a todos sobre a importância de praticar a reciclagem.
Para conhecer outras campanhas ou saber mais sobre a ONG Emirates Environmental Group, acesse: www.eeg-uae.org.
Com informações da Wunderman (Dubai, EAU).
Tilt-shift: brinquedo de gente grande
A técnica “tilt and shift” ou simplesmente tilt-shift, está de volta às lentes da turma de foto e imagem. Pra quem não sabe ou não lembra, o tilt-shift produz fotografias de objetos e cenários reais que parecem miniaturas e maquetes.
A primeira lente desenvolvida especialmente para produzir este efeito foi a Canon TS35mm f/2.8 S.S.C, em 1973.
Neste vídeo, você vê um belo tilt-shift produzido por Sam O’Hare. Ficou tão bom que em muitas cenas fica difícil acreditar que nada é brinquedo.
Tron leva o Twitter para dentro dos sistemas

Depois de algum tempo sem postar algo relevante aqui no site, volto com uma novidade que tirou o sono de muita gente. Pelo menos tirou o sono dos concorrentes do grupo Tron Informática, empresa que desenvolve sistemas para gestão contábil e gestão de telefonia, com forte atuação em várias regiões do Brasil.
Aproveitando o forte e acelerado crescimento do Twitter, serviço de microblogging onde você se comunica com o máximo de 140 caracteres, a Tron buscou um diferencial em sua comunicação.
Além de pioneira no segmento, a ideia é digna da famosa indagação: “por que eu não pensei nisso antes?”. Desde o dia 19 de junho, todas as postagens (updates) realizadas no Twitter da Tron Informática também aparecem na tela inicial de cada sistema desenvolvido (e olha que não são poucos). Com isso, a empresa apresenta notícias, alterações de legislação, links para vídeo-aulas, notas de versão, dicas de comportamento e muito mais. As oportunidades são enormes!
Não demorou muito para que parceiros — e até concorrentes — ficassem encantados com a ideia. A essa altura, tem muito programador se matando virando para fazer alguma coisa do gênero. A implantação em si não é nenhuma coisa de outro mundo, mas o que vale mencionar aqui é a perspicácia da empresa. Uma proposta simples, porém, que gera grandes resultados e impulsiona tendências.
Os clientes agora contam com um canal de informação mais objetivo e instantâneo. Será que toda a objetividade do Twitter substitui o email corporativo? Bem, não sei. Uma coisa é certa: o “passarinho azul” veio pra ficar e quem não se adaptar a essa nova realidade vai ficar por baixo (para trás, na pior ou como você preferir).
E dá-lhe Twitter… A sociedade digital agradece!
Foto: Divulgação
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