Rock in Rio no conforto da minha casa, obrigada.
Ah, a internet. Essa linda, facilitadora da nossa vida. Essa conquistadora de corações e atenções. Essa prática.
Que a internet veio democratizar o conhecimento, já não há mais dúvidas. Que ela veio para fazer as redes sociais virarem um megafone da sociedade, sua salvação e perdição, também não há. Que veio para eternizar momentos com seus aplicativos práticos, como o Instagram (do brasileiro Mike Krieger), também.

Claro que a Internet também veio para fazer com que “percamos” horas a fio em frente a uma tela (de smartphone, PC ou tablet), consumindo e compartilhando compulsivamente informação. A Internet é como um prato de melado para os que nunca foram ouvidos se lambrecarem expressarem e surtarem extrapolarem. É a chance de exposição extrema, como o caso do “sanduíche estranho” que repercutiu na rede. Fora isso, é inegável a praticidade que a Internet trouxe para algumas coisas.
Ontem terminou mais uma edição do Rock in Rio. Vários mortais não foram ao festival, inclusive eu. Mas isso não significa, nem de longe, que deixamos de aproveitar cada momento do espetáculo, que tirou a galera do chão por lá, por aqui e “tuconté” lugar.

Alguns canais transmitiram os shows quase 24 horas por dia mas a quantidade de quem viu pela web “não está no gibi”.
Pela Internet, temos a vantagem de assistir, comentar, trocar informações, conhecer detalhes dos bastidores, etc. Tudo isso dá um gostinho diferente ao Rock in Rio.
A troca de energia através de alguns caracteres, as risadas pelos comentários non gratos, enfim, esse mix que a internet nos proporciona é impagável.
Sim, a internet às vezes afasta quem está perto e aproxima quem está longe. Só que na maioria das vezes ela une com uma força bem maior que qualquer abraço.
Dos rockeiros com ‘R” maiúsculo, dou o destaque para Slipknot – banda um tanto quanta estranha para os que não estão acostumados e System of a Down, que levou os fãs ao delírio (particularmente não faz muito meu estilo, nenhuma das duas, mas foi bonito ver a galera cantando junto). Não tive o prazer de ouvir Stevie Wonder porque o cansaço me abraçou e dormi em frente à TV antes de o show começar (neste dia acompanhei via Multishow e mobile).
O poder que a Internet tem, para unir pessoas, foi mais forte na noite de sábado, durante o show do Coldplay. Inúmeras pessoas assistiram e compartilharam suas opiniões sobre o show nas redes sociais. Eu, viciada conectada que sou, acompanhei tudo de perto sentindo não só a energia contagiante da banda mas também as reações de cada um através das músicas.
Se a música tem o poder de mudar humor, rumos e atitudes, a internet tem o dom de permitir que essa mudança não seja solitária.
Rock in Rio em casa foi uma experiência incrível. Mas Rock in Rio na internet foi algo quase transcendental.
Rock in Rio no conforto da minha casa. Internet querida, obrigada.
Crédito das fotos: Rodrigo Esper/Grudaemmim
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