Suas fotos, sua vida. 140 bilhões de fotos no Facebook.
Fotografamos tudo. Das festas de aniversários até lugares e pessoas incríveis que conhecemos no último período de férias.
Nos últimos anos, uma explosão de câmeras, aplicativos e redes sociais. Juntos trouxeram mais possibilidades e deram mais significado à nossa existência. Cada pessoa passou a ser um documentarista de sua própria vida, com muitos motivos para publicar conteúdo e registrar suas memórias através de fotos compartilhadas no Facebook, Twitter e tantos aplicativos na web.
Mas não foi sempre assim. A fotografia mais antiga de uma pessoa data de 1838. Na foto, o registro de uma movimentada rua de Paris, onde um homem desconhecido engraxa seus sapatos. Devido ao tempo de exposição de mais de 10 minutos, não é possível ver o tráfego, por causa do rápido movimento. A exceção é o homem que permaneceu (lustrando seus sapatos) na mesma posição por tempo suficiente para ser “capturado”.
Graças ao desenvolvimento tecnológico, hoje temos fotos digitais que dispensam o processo de revelação. Para alguns fotógrafos, um lamento. Para a maioria das pessoas, algo essencial. Some a isso a capacidade de mostrar ao mundo inteiro como foi o seu fim de semana e não haverá dúvida de que nossas fotos estão arquivando a vida. Ou será que nossa vida está se escrevendo em fotos?
Os admiradores da Maçã conhecem bem o Instagram, um aplicativo apenas para iPhone lançado há pouco mais de um ano. Seu crescimento incrível está ligado à facilidade de se clicar uma foto, aplicar-lhe um filtro especial e publicá-la nas principais redes sociais. Só pra lembrar: tudo através do dispositivo móvel.

A inovação do Instagram, em relação a aplicativos mais antigos e similares, foi a de levar a fotografia digital para um ambiente de compartilhamento eficiente, compatível com a dinâmica das redes sociais.
Sabendo disso, Daniela Arrais e Luiza Voll criaram o Instamission, um tipo de concurso cultural temático (e semanal) que começou no Instagram e se espalhou pelo Twitter e Facebook. Para reunir o conteúdo, elas e sua turma usam a hashtag #instamission. Com certeza, um exemplo bem legal de projeto colaborativo envolvendo fotografia digital. Para saber mais, a própria Luiza Voll explica neste vídeo:
Em tempo: o Instagram disponibilizou ontem (20/09) a versão 2.0 do aplicativo, que adiciona novos filtros, pré-visualização dos resultados em tempo real, efeitos de “tilt-shift” em tempo real, mais controle sobre as bordas, fotografias em alta resolução e controles de rotação.
Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas no mundo possuem uma câmera digital. A maior parte das milhares de fotos clicadas por essas câmeras estão armazenadas no Facebook. Nada de Flickr ou Picasa.

No gráfico acima a comparação entre os acervos do Facebook, Flickr, Instagram e Biblioteca do Congresso dos EUA. Em resumo, o Facebook já armazena mais de 140 bilhões de fotos. Isso é 10 mil vezes o acervo da Biblioteca do Congresso. 10% de todas as fotos que temos foram clicadas nos últimos 12 meses, sem falar nas fotos antigas que estão perdidas guardadas em álbuns de papel.
Armazenagem é o desafio
Pelo que vejo, um dos grandes desafios para os próximos anos chama-se armazenagem de fotos. Já que “mídia e software se fundiram na nuvem da Internet”, armazenamento é a bola da vez no jogo das redes sociais. Google+ está aí, para tentar derrubar assustar o Facebook.
No “feice”, no “pruis” ou outra rede social, mais importante do que migrar seus dados e contatos, é levar todas as suas fotos da mesma maneira como você organizou – num simples clique toque de tela.
Quem se habilita a fazer algo realmente incrível neste aspecto?! Quem viver, verá.
Com informações de 1000memories.
Imagens: reprodução.
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[...] também não há. Que veio para eternizar momentos com seus aplicativos práticos, como o Instagram (do brasileiro Mike Krieger), [...]
[...] os japoneses fizeram em 2008. Se teremos papel diferente, suficiente ou outra matéria-prima para tantas fotos, é outro [...]