18 jul 2011 { 07:01 }

Lutando pela dignidade de prisioneiros da África

African Prisons Project (APP) é uma ONG fundada em 2004 pelo jovem cristão Alexander McLean. Na época, o rapaz de apenas 18 anos trabalhava voluntariamente em um hospício da cidade de Kampala, Uganda. Após visitar o maior presídio da cidade, McLean reuniu esforços para fundar o APP. “Vi o jeito assustador que os prisioneiros doentes são tratados e decidi fazer algo”, revela.

Os esforços heróicos de McLean continuam transformando a vida de detentos que vivem em condições desumanas nas prisões em toda a África. APP tem construído e reformado bibliotecas, clínicas e centros de saúde em prisões no Quênia e Uganda. Mais de 60 mil livros e outros materiais educativos foram doados. O projeto também oferece programas educativos e oficinas.

Um fato interessante: o primeiro grupo de voluntários para o trabalho nas prisões no Quênia e Uganda incluía judeus, muçulmanos, hindus, budistas, cristãos e ateus. E a diversidade continua!

McLean e sua equipe também trabalharam em Serra Leoa, ensinando os presos a cultivar seu próprio alimento, trabalhando em fazendas e realizando inspeções das prisões no Malawi, Zimbabwe e Zâmbia. “Eu tentei proporcionar conforto aos presos, orando por eles e confortando enquanto eles estavam morrendo, mas queria fazer mais”, afirma. Com isso em mente, Alexander McLean voltou para sua residência em Londres e levantou algum dinheiro com o apoio da igreja onde frequenta. A doação proporcionou a restauração da ala doente da prisão.

Os primeiros resultados alcançados motivaram o trabalho em outras prisões do continente Africano. McLean foi nomeado ao Charity Volunteer (“Voluntário Caridade”) do ano de 2006, e também ganhou o prêmio “Beacon Prize for Young Philanthropy” em 2007. O APP também foi vice-campeão na categoria ‘Nova Caridade do Ano’, no Charity Times Awards 2008, ambos prêmios importantes para a categoria.

McLean é formado em Direito da Justiça e da Paz e está perto de completar seu doutorado, pesquisando sobre a pena de morte na África com o objetivo de fornecer representação legal aos prisioneiros africanos.

“Há muito tempo que os presos presenciam pessoas sendo espancadas, aos gritos e choros, e não podem fazer nada sobre isso. Afinal, eles podem ser ameaçados e expulsos da prisão. No entanto, minha fé me dá a coragem quando as coisas parecem esmagadoras”, finaliza.

Mais sobre o African Prisons Project

Atualmente, o African Prisons Project tem dois escritórios: um no Reino Unido e outro em Uganda.

Com informações do TV Igreja/DOC7

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