19 jun 2011 { 07:09 }

Vivendo a verdadeira Era Pós-PC

“A Era Pós-PC já começou”, reafirmou o cofundador da Apple, Steve Jobs, durante o lançamento do iPad 2, em março deste ano. Em outras palavras, Jobs estava dizendo que os tablets teriam dado início a essa fase. Nessa “nova era”, o computador pessoal (mouse, monitor e teclado) teria seus dias contados. Então, os PCs já eram?!

Um estudo da Forrester Research mostra as coisas um pouco diferentes. Na chamada Era Pós-PC, o computador pessoal seria modificado (não substituído) para proporcionar experiências mais ricas, interativas e móveis. Ou seja, essa nova era está mais para dispositivos que se completam. Um não mata o outro!

Deyan Sudjic, diretor do Design Museum London, defende que os computadores deixaram de ser “ferramentas científicas” (utilizados em maior parte por entendidos de tecnologia) para se tornarem objetos de consumo popular.

O pesquisador e escritor Nicholas Carr afirma que a natureza da computação pessoal mudou. “Mídia e software se fundiram na nuvem da Internet”.

A transformação do conceito de Personal Computer

Do estático para o onipresente. A experiência de computação em um PC desktop (restrito a uma mesa de escritório, por exemplo) passa a ser em qualquer lugar e a qualquer hora, através de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

Do formal para o casual. A rotina de ligar e desligar um PC, com tempo de início e término de uso, para o acesso imediato enquanto você assiste seu programa favorito na TV ou conversa sobre os fatos do dia durante o jantar.

Dos braços para todo o corpo. Com os desktops, a computação é, literalmente, uma experiência limitada pelo comprimento dos seus braços. Você precisa mantê-los esticados enquanto digita ou clica. Com os novos dispositivos portáteis, isso muda radicalmente.

Mais contextual. Um computador empoeirado sobre a mesa passa a ser um dispositivo que você leva para a cama, para o sofá, para o trabalho, para a igreja ou qualquer lugar.

Interatividade física. O mouse e o teclado dão lugar a toques diretamente na tela, permitindo a manipulação física direta com o conteúdo. Câmeras com reconhecimento facial, sensores de voz e de movimento. Basta lembrar do Microsoft® Kinect para Xbox 360, que permite uma interação física ainda maior, onde seu corpo é o próprio controle dos jogos.

Na Era Pós-PC, o personal computer se transforma para apoiar experiências de computação cada vez mais onipresentes, casuais, íntimas e físicas. Os usuários não terão apenas um dispositivo mas vários. Eles escolherão o que for mais conveniente em determinada situação. Assim como uma mídia não mata a outra, a internet complementa essa nova realidade, uma vez que pode ser acessada por qualquer dispositivo – notebooks, tablets, celular, televisores, carros, geladeiras, etc.

Finalizo este post (redigido num iPad a quase 1.200 metros de altitude), com a convicção de que a verdadeira Era Pós-PC é um acúmulo de dispositivos integrados. Se algo está morrendo, de fato, é apenas o PC como única opção para trabalho, entretenimento, produção ou consumo de conteúdo digital.

Você e eu escolheremos o dispositivo que for mais interessante, conveniente e oportuno para nossas necessidades humanas – as que são básicas e as que surgirem ao longo do caminho.

Crédito da foto: Rodrigo Savir / DOC7

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