Download de músicas sem pagar direitos autorais
“Adotar estratégias antigas para atuar num cenário novo, é como tomar remédio para curar uma doença, quando se sofre de outra – não apenas não funciona, como pode prejudicar ainda mais a saúde do organismo”.
Começo com esta frase, da inspiradora Martha Gabriel, não por acaso. Em um artigo publicado recentemente, ela lembra o conceito introduzido por Paul Baran (1964), de que redes sociais são pessoas conectadas por algum interesse em comum. Essas redes podem ser organizadas em centralizadas, descentralizadas e distribuídas (veja o diagrama).
Música, direitos autorais e distribuição
Falar de redes distribuídas e não lembrar de distribuição de música é quase insanidade. Isso porque este nem tão novo cenário causa dor de cabeça muitos questionamentos para o modelo tradicional. É hora de dar voz e ouvidos a novas possibilidades.

Quem nunca copiou um CD, baixou um MP3 ou relembrou um programa de TV via Youtube que atire a primeira pedra. O último CD que comprei foi… através do próprio site do autor, depois de ouvir e enjoar de todas as músicas disponibilizadas via MySpace.
Apesar de alguns defenderem que “alguém sempre paga a conta do livre”, a própria definição de livre-gratuito-free-0800 passa por crise: o sucesso em um cenário social distribuído depende de estratégias diferentes do que usualmente são utilizadas em cenários centralizados e descentralizados (hierárquicos).
Em outras palavras, já passa da hora de criarmos valor na distribuição em vez de controle. Principalmente no Brasil, onde quatro em cada dez brasileiros baixam música via web. E nessa rede cada vez mais horizontal, reação é o que não faltará para cada proeza restritiva. Veja isso:
Repórter Brasil (TV Brasil) – 17/02/2011
O caso Radio Head
Anos depois de lançar In Rainbows (você podia pagar o quanto quisesse pelo álbum), a banda anunciou o lançamento de The King of Limbs. O álbum acaba de ser lançado primeiro na versão digital (MP3 e WAV) e depois na versão física (CD e vinil).
Já que temos mais perguntas do que respostas, por enquanto sigo pensando na citação do escritor de ficção científica William Gibson:
“O futuro já está aqui, só não está bem distribuído”.
Crédito das fotos: Horia Varlan e Dinesh Cyanam.
Gostou? Veja também:
Comentários via Facebook:
Comentários via Facebook:
2 Comments + Add Comment
Got anything to say? Go ahead and leave a comment!
# tags
apple audiovisual cinema colaboração criacionismo criatividade crowdfunding culturadigital esperança evolucionismo facebook ferramentas filmes filmmaking fim do mundo fotografia games gentedeconteudo google gospel inovadores inovação internet ipad liberdade lingerie marketing mobile música publicidade redes sociais reflexão religiosos retrospectiva socialmedia startup sustentabilidade tecnologia tilt-shift tron twitter variedades viral web vídeos youtube
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.







[...] para pegar as coisas que me interessam de amigos viciados em “baixar” da web. Afinal, sempre vai ter alguém que tem um filme, disco ou aplicativo para [...]
Há pouco tempo ouvi um argumento que fez muito sentido para mim: "como não copiar se os CDs estão tão caros?" Oras, esse argumento faz sentido, mas será que os CDs não estão caros porque as pessoas andam copiando muito e a margem de lucro da venda de CDs está cada vez mais apertada? A outra pergunta é se o artista realmente faz/fazia tanto dinheiro assim na venda de CDs… Possivelmente ganha muito com shows e nunca vi alguém desistir de ir a show porque já tinha ouvido a música copiada da internet. Mesmo que o download pirata não gere lucro algum ao artista, ele no mínimo permite que o número de fãs aumente e faça com que mais pessoas queiram ir ao shows.